A pátria de ferraduras
Comecei a escrever esse texto ainda durante a Copa, e esperava soltá-lo após a final da Copa do Mundo, tendo visto a seleção brasileira sagrando-se hexacampeã, e mesmo entre muchochos insatisfeitos celebrando mais uma vitória. Mas no dia 02 de julho de 2010 a nossa seleção perdeu para o time feio – ainda que esforçado – da Holanda e a Copa terminou para os brasileiros. Enfim…
A associação do título desse texto com a imagem criada belamente por Nelson Rodrigues visa mostrar que o que já foi vivido como expressão poética, periga se tornar uma situação de caos e descontrole com uma amplitude muito maior do que poderíamos imaginar. Sim, porque o que definia uma participação esportiva nos anos 50 e 60 certamente não é o que hoje define a participação de um selecionado de “craques” numa competição mundial. E o principal símbolo disso que menciono foi nosso técnico nesse torneio, Carlos Caetano Verri, popularmente chamado Dunga. Atentem ao fato de chamá-lo “símbolo” e não “culpado”, isso será importante para o entendimento do que vai escrito.
Desde o início da Copa do Mundo da África do Sul – acredito todos se lembrarem – notamos um comportamento diferente do nosso selecionado. Diferente principalmente quando associamos ao vivido em 2006, na Copa da Alemanha. Naquele momento nossa seleção não chegou a disputar a final da copa e tornou-se símbolo de ostentação e falta de compromisso pelas suas inúmeras festas, entrevistas, firulas e brincadeiras descompromissadas. Para fugir desse estereótipo nosso então técnico Dunga optou por fechar e blindar a seleção de entrevistas, eventos, bagunças e badalações. E ele – Dunga – assumiu uma postura entre sisuda, rancorosa e francamente hostil à imprensa e à mídia de forma geral.
E aí chegamos perto do cerne da ideia do texto, a demonização dos alvos errados. Dunga tem – acredito que hoje muito mais – uma história de rancor sincero com alguns momentos da sua carreira. Foi seu nome que ilustrou a fraca seleção brasileira da Copa de 90, muito apegada a esquemas travados e defensivos, sem criatividade e sem capacidade de ataque e conversão em gols. Uma seleção sem nenhum vínculo com a tradição do famoso futebol brasileiro.
Em 94, agora como capitão da seleção brasileira, Dunga parecia acreditar que iria apagar de vez essa mácula em sua história, e a conquista do caneco nos Estados Unidos lhe deu a chance de derramar uma enxurrada de palavrões no momento em que erguia a taça, principalmente desferidos contra a imprensa. O momento que deveria ser de glória se tornou – egoistamente – um momento de desabafo tosco e grosseiro.
Até se entende então tamanha carga de rancor e azedume nesse senhor, mas o problema é que isso não se limita à sua vida particular. Dunga sempre se esqueceu do seu papel de figura pública, acessível ao país em específico e ao mundo de forma geral. Então entende-se o rancor, mas não se aceita sua demonstração.
Dunga chegou a um certo extremo de descontrole durante a Copa de 2010 ao pronunciar palavrões durante uma entrevista coletiva, palavrões captados pelos microfones e presentes do local. De novo é importante relativizar, ninguém questiona o direito do Sr. Carlos Caetano de xingar alguém, recurso humanamente aceito de aliviar algum desconforto. Mas questiona-se SIM, o direito de se valer do seu papel de técnico de uma seleção nacional em um evento mundial transmitido em tempo real para todo o planeta para dar vazão aos seus maus-humores.
Parece ruim, mas torna-se ainda pior. Muita gente aplaudiu o gesto, esquecidos que ficaram das regras que deve se sujeitar uma figura pública, e mais esquecidos ainda das boas normas de educação que aprendemos entre chineladas na nossa infância (a maioria de nós, quero acreditar).
Alegaram que seu apoio se devia ao gesto de “peitar a Globo” e que isso já devia ter sido feito. Sim, concordo que os privilégios que a citada empresa de comunicação possuía em outros anos gerou muitas situações francamente inadequadas, ranços, competitividade nada saudável e uma atitude arrogante e superior em muitos de seus profissionais. Concordo ainda que o tratamento às empresas de comunicação deve ser igual, visto que a seleção representava ali um país (o que é muito diferente, vejam bem, de “a seleção pertencia a um país”. A CBF nem a FIFA são estatais de lugar nenhum, são empresas particulares e que – horror! – tem donos).
Mas acabar com privilégios não combina com bestialidade. Tudo poderia ser feito como dizia o spam que correu à época, em que uma bela repórter foi barrada na porta da concentração e proibida de realizar uma exclusiva, ou que jantares foram cancelados. Tudo isso seria sensacional. Mas aí lá foi Dunga com seu jeito destrambelhado, estúpido e irracional enfiar o pé na canela da situação. O que era bom virou desastre.
E Dunga novamente vira um símbolo do destempero dessa Copa, tristemente sinalizado por Felipe Melo se amontoando nas pernas de um jogador holandês e sendo expulso. E reforço novamente que Dunga virou símbolo, já que a culpa tinha muitos donos e um grande dono e responsável no homem que comanda a CBF, Ricardo Teixeira, que depois de forma covarde criticou o técnico e o jogou aos lobos em uma entrevista. Um canalha nunca se trai.
Mas quando digo que o ruim pode se tornar pior, pois ainda piora mais. As pessoas que começaram a aplaudir esse ogro como um herói da isonomia entre empresas de comunicação começaram a se vestir de armaduras e pinturas de guerra, e então qualquer um que não concordasse com as atitudes do bestunto técnico era logo marcada com o sinal da traição.
Criou-se no país, de alguns anos para cá, uma atitude que nunca antes na história desse país aconteceu: a dualidade odiosa. Tornamo-nos uma raça de fanáticos, que não aceita o contraditório. Criticar Dunga era ser anti-patriótico, torcer contra o Brasil; falar mal da seleção então era crime de lesa-majestade e amizades foram ao lixo por causa de um comentário besta como “Felipe Melo ainda vai fazer besteira nessa copa”. Meu deus, era óbvio que o moço ainda ia dar trabalho, não tem uso perfeito dos poucos neurônios surgidos na cabeça, histórico de agressões em campo, pouquíssimo futebol para mostrar, era uma aposta ganha que ainda ia fazer burrada, como fez. Ainda assim os “patrióticos” se doíam em urros compungidos a cada crítica publicada contra o animal descontrolado. Críticas se tornaram “perseguições”.
Então surgiam críticas às pessoas que usavam bandeiras brasileiras em seus carros, porque segundo os donos da verdade patriotas, os ordinários só usavam a bandeira em época de copa, por moda, e não tinham esse direito. Uai, mas eu torço para uma seleção, um time de futebol, e a única bandeira existente para representar essa seleção é a bandeira do país, então nada mais natural que usar essa mesma bandeira para torcer para esse mesmo time. Em momento nenhum aquelas bandeirinhas de copa significavam amor a mais ou a menos pelo país. Era pelo time! E eu não preciso de ninguém para me dar o direito de usar ou deixar de usar a bandeira do meu país, quem me dá esse direito é a Constituição.
Mas aos fanáticos nada é tão compreensível e simples. E então a vilania se torna método, e o comportamento dualista se reflete em várias outras situações do cotidiano do país. E então qualquer crítica é vista como ameaça e declaração de guerra. Não se permite mais o contraditório, precisamos alinhar e pensar todos iguais sob pena do preconceito ao diferente.
Aprendemos com Dunga tão bem a tratar os adversários, que agora não aceitamos a existência dos mesmos. Deixamos de ser uma nação de pessoas doces, para combatentes da verdade armados e putos. Um comportamento desses não se constrói durante os trinta dias de uma copa, não há dúvida, mas pode se cristalizar de forma definitiva depois de uma Copa frustrada e atravessando um ano eleitoral.
Tenha medo, leitor, tenha muito medo, porque o risco de nos tornarmos rivais de mesmo solo é grande. Os opostos vão se repelindo cada vez mais, as amenidades somem, a elegância é posta no paredão e então vamos deixar finalmente de ser uma pátria de chuteiras – símbolo que foi de paixão, de beleza, de trato na bola, de Didi, Gérson, Tostão e outros – para nos tornarmos realmente uma pátria de ferraduras.
E dentes arreganhados em ódio. Ou será em medo?
Há braços!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
eduardoinimigo@gmail.com – www.ogritodoinimigo.com
eduardo@ideiadiferente.com – www.ideiadiferente.com
twitter – @eduardoinimigo
E a gente ralando aqui…
Tá vendo esses quatro turistas? Esses barrigudos com caras de assassinos seriais, gente da mais baixa qualidade e comportamento pouco recomendável? Isso é o Mukeka di Rato (www.mukekadirato.com.br), banda capixaba que destrói tímpanos e reputações por onde passa. Paulista, Brek, Sandro e Mozine são as formas de contato da gangue. Reparou nesse troço grandão atrás deles? Isso mesmo, gafanhoto, eles estão na Disney! Ooops, não, peraí, eles estão no Corcovado? Humpf, os caras estão fazendo uma tour pela Europa e agora – nesse exato momento, quinta-feira 09:27 da manhã - estão na estrada entre Paris e Nantes para continuar a devastação por lá.
Os caras merecem. Anos de bons serviços prestados ao barulho extremo nacional, figuras sensacionais, gente-boas até o próximo gole e simples. Simples de parecer uns jecas, sem ser. Sucesso e dinheiro não vão ganhar mesmo, mas ao menos que se divirtam monstruosamente por lá e façam muitas cabeças doerem. O mundo merece essa zoeira.
Olha aí o que já fizeram (agenda retirada do site da banda) e o que ainda vão fazer. Se você está perdido pela Europa, tenta acompanhar o movimento. Compensa.
TERRAS DI PURTUGAL
12 Agosto – Arcádia Rock Bar @ FARO – bandas suporte por anunciar
13 Agosto – Club Aljustrelense @ ALJUSTREL – com Abandalhados + A Step To Infinity
14 Agosto – Escola Barranco da Vaca @ ALJEZUR – com A Step To Infinity + Thrashylvania (Barranco da vaca?? Diabo de nome é isso??? E é uma escola?? Quem abre uma escola pra esse povo tocar, jisuis?? Tinha que ser português mesmo.)
FRANÇA
19 Agosto – Nantes @ Bitche with Vaginatown
20 Agosto – Montaigu @ Le Noctambule
21 Agosto – Celles sur Belle – Festival Espirito Mundo
22 Agosto – Celles sur Belle – Encerramento do Festival Espirto Mundo.
Há braços!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
twitter – @eduardoinimigo
SANGUE SECO – novidades e notícias
Ah, agora tá explicado!
Essas coisas de “Como fazer…” ou “For dummies” sempre acaba virando algo trash ou irônico. Uma boa forma de fazer isso funfar melhor é já partir da ironia e da curtição para fazer um texto leve, descontraído e que ainda assim sirva pra orientar.
Pra aproveitar o texto então, tira o ranço ideológico que pode ser seu, afasta o preconceito, filtra os termos que você não concorda e extrai as ideias. Assim funciona.
Lá no http://www.billboard.br.com/noticias/como-fazer-um-festival-independente você vai achar um texto desse sujeito da cara gorda aí da foto, Mr. Fabrício Nobre de Goiânia. Também da Monstro, do MQN, da Abrafin, das panelas, da marra, enfim escolha o rótulo quem lê, já que ele pode ser apreciado ou detestado em doses irmãs.
O texto do sujeito tem sua dose de cinismo suficiente para torcer narizes variados, mas resume bem algumas dicas simples e eficazes para quem quer se lançar na aventura despudorada de fazer um festival. Curioso ler e pensar se esses conceitos já existiam desde os anos 90 ou são frutos das porradas e brigas ao longo da década.
Enfim, compensa a visita. O texto é leve, descontraído, safado e instrutivo. Aproveite quem puder. Eu gostei.
Há braços!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
Twitter – @eduardoinimigo
Irônico, não?
Mas é real, ou pode ser real. Fato é que um festival com cinco dias de show, duas palestras, dezenas de bandas, gente do mundo inteiro… pôxa, é fácil achar muita gente que gostou. Então foi bom. Mas eu não fui dessa vez em nenhum momento do festival. E tive meus motivos.
Para começar minha situação deliciosa de ser um homem de família. Mulher e dois filhos sempre são prioridade, mesmo, e eu estava – desde antes – preferindo curtir minha turma do que ir curtir a turma do rock. Viagens de trabalho, horários malucos, trabalho no escritório e na faculdade, tudo isso toma um tempo degraçado, e eu queria aproveitar para ficar quieto em casa. Além disso a agenda de trabalho também impactou, e é o que comumente me atrapalha estar no rock, até mais que meu povo, porque com os meus eu posso negociar, com clientes é mais difícil abrir brechas em nome do amor ao rock´n roll.
Mas um fator que não me deixou ir foi pior: não empolguei. Confesso que quando vi a programação eu não fiquei arrepiado, frito, animadíssimo. Algumas bandas realmente me deixaram curiosos de ver ao vivo – como a banda do Foca, os “Camarones um monte de nome” e as novas Coerência e Chacina – outras eram bandas velhuscas de gente boa e admirada – como o Death From Above do Glauco – mas no geral eu não vi nada que me tirasse do quentinho da minha casa. Esperei a programação das palestras e essa foi uma grande frustração. Não pelos temas das DUAS palestras – Economia Solidária e Gestão de empreendedorismo cultural; e o workshop do Inox sobre gravação caseira – que honestamente me soaram bem interessantes, mas a pouca quantidade somada ao fato da divulgação delas só ter me alcançado algumas horas antes da realização das mesmas. E aí eu fiquei com a sensação de descaso ou trabalho mal feito.
A divulgação das palestras foi tosquinha, a quantidade e abrangência estavam limitadas e juntou tudo no caldo, somou com a minha impossibilidade de visitar MySpaces para conhecer as coisas inéditas na minha vida e eu acabei não indo (sem falar nessa arte do cartaz do festival, nada comercial e feia pra diabo!). Aposto todas as fichas que o festival não notou a minha falta, óbvio, mas confesso um certo arrependimento que foi me tomando logo depois da manhã de quinta e só se avolumou até chegar no domingo. Não volume suficiente para me mover, mas tenho que admitir meu arrependimento. <ironia mode ON> Enfim, mesmo eu não indo o festival aconteceu. <ironia mode OFF>
E felizmente surgiram novos escrevinhadores para apresentar o que houve no festival para os que não foram, e para completar os registros históricos das bandas participantes. Hoje vi o texto que saiu no Blog da Fósforo Cultural, e tem de um tudo por lá. Os shows, um por um, comentários generalistas, comentários específicos e eu gostei do que li, porque parece que gostaram do que viram. E aí é só um detalhe que me soou amargo no texto: tudo foi lindo!! Digo isso porque mesmo quando comentam faltas e falhas (como no caso dos shows reduzidos para dez e quinze minutos), o comentário é gentil, bacaninha, sem querer incomodar. Acaba que quem lê não fica sabendo se o atraso foi “culpa da produção” do festival ou das bandas. E qual a culpa? O que houve? Talvez se essa a tal imparcialidade que alguns leitores vivem me cobrando e eu não consigo ofereceer. Gosto de ver o ponto de vista, a opinião e – principalmente – as críticas. Enfim, mesmo sem acidez, o prato é saboroso. Então visita o http://www.fosforocultural.com.br/ e confere os escritos do Pietro Bottura (será ele o Talone que me cumprimentou?) e da Agatha Couto.
Bom ver que tem mais gente soltando a voz. A cidade merece isso.
Há braços!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
Twitter – @eduardoinimigo
MSN – eduardoamesquita@hotmail.com
Essa máxima de “quem está no rock tem mais é que se fuder” já rendeu muita prosa boa ao redor de cerveja gelada, mas nos acostumamos a ver as brigas gigantas (sim, escrevi “gigantas”) que os produtores enfrentam para colocar seus projetos de pé; mas tem umas coisas que realmente não precisam ser tanto assim.
Hoje no Blog do Programa 96 Rock, lá de Palmas, do batalha Nício, saiu essa notícia: o Sétimo PMW, que seria agora em junho, vai ser adiado. O link direto é esse – http://programa96rock.blogspot.com/2010/05/7-pmw-rock-festival-sera-realizado.html - e conta todos os detalhes dessa situação, no mínimo, chata.
Então tem que se fuder? Tá, tem. Mas sabe porque? Porque aguenta, porque sustenta a porrada e enfia na testa do mundo essa teimosia filhadaputa de fazer as coisas. Então a produção do PMW tomou um baque. Dane-se, tenho certeza de que agora vão juntar sangue “nozóio” e o festival em agosto vai ser muito mais fuderoso e intenso que seria agora. Quem viver, verá.
Aos guris pê-eme-dáblicos, minha certeza e confiança de que vão arregaçar quando chegar agosto. Isso não foi uma queda, foi só um tropeção. Enfaixa o dedão e segue no jogo.
Há braços! Palmas merece essa gente turrona!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
twitter – @eduardoinimigo
Olha que coisa interessante eu recebi hoje pelo grupo de discussão do Fora do Eixo ao Extremo. Leia abaixo.
Snorks iniciará letra coletiva via twitter nesta quinta-feira
A banda cuiabana Snorks está em processo de gravação de seu primeiro disco em um laboratório na Casa Fora do Eixo. Para estas gravações, novas composições foram surgindo, porém uma delas, até então, tem somente o ‘instrumental’ composto, ainda sem uma letra. Ao invés de optar pelo processo comum, que seria os próprios integrantes da banda escreverem esta letra, a banda optou por dar abertura aos amigos, parceiros e fãs para que possam colocar um pouco de si no disco do Snorks.
A plataforma escolhida para isso foi a rede social de microblogs, o Twitter, por onde nesta quinta-feira a banda lançará uma primeira frase e a partir dela toda e qualquer pessoa possuidora de um perfil no site poderá acrescentar sua contribuição à música, sendo necessário somente enviar a mensagem precedida do perfil da banda (@snorksmusic). A partir das 16h as pessoas já poderão enviar suas micro-composições, com o processo se entendendo até as 20h.
Uma página estática, postada no blog do Sindicatto Cultural Extremo Oeste (coletivo do qual a banda faz parte), irá mostrar durante o dia a compilação das composições enviadas pelas pessoas, e ao final do processo os membros da banda organizarão a letra para que se encaixe na melodia composta (ou para que seja composta uma nova melodia para a composição, a depender da interação ocorrida).
SERVIÇO
O quê: Composição de letra coletiva para o Snorks
Quando: Quinta-feira, 13 de maio, a partir das 16h
Onde: No twitter, através do perfil da banda @snorksmusic / www.twitter.com/snorksmusic
Blog do SCEO: www.sindicatto.blogspot.com
Bom, a primeira sugestão é: Vai lá e participa! Mas além disso eu fico me perguntando – velho mau hábito – se gostei ou não, porque confesso que a ideia é tão inédita para mim que nem sei bem o que eu achei. É algo interessante abrir a participação dessa forma para o público interessado, mas isso não tira a individualidade da criação? Será que é modismo? Será que é hype de uma ferramenta que pode não virar nada? Será que é o futuro?
O que você acha?
Há braços!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
MSN – eduardoamesquita@hotmail.com
Twitter – @eduardoinimigo
Lembranças sim, mas sem saudades.
Houve uma vez, a um tempo atrás, que eu comecei a escrever sobre e para o rock independente. A vontade de participar era maior que o bom senso, o tempo era mais disponível, as contas eram “menas” e eu em pouco tempo escrevia em duas revistas e uns quinze sites, e isso sem ser jornalista. Sou psicólogo, caramba! Mas o gosto por escrever e o espaço que foram me dando, isso tudo se juntou numa produção quase compulsiva durante alguns anos.
Mas eis que a vida dá voltas (no meu caso muitas vezes ela dá tropeções) e eu voltei a produzir para e sobre o rock. Claro que de forma muito mais comedida, intervalada e irregular. E hoje fuçando na web para arrumar algumas coisas que ainda estão bagunçadas, encontrei o velho blog que eu alimentava em 2006. Parei de alimentar esse blog porque blogs comem muito e porque a coisa evoluiu um pouquinho para o domínio próprio. Mas está sendo bem interessante essa visita ao passado, coisas que a web proporciona (mas os velhos álbuns de fotos e cadernos amarelados também faziam) e que nos possibilitam ver como um dia foi.
Quer uma sugestão? Visita esse link – http://ogritodoinimigo.blogspot.com/2006/01/o-inimigo-do-rei-se-apresenta-ao-baba.html - que é o texto feito para me apresentar ao site Baba de Calango, da galera que hoje faz o PMW Festival em Palmas, capital quente do Tocantins. Nessa apresentação eu conto muito de uma história que me orgulho demais, uma vida levada com uma intensidade que me faz sentir com mais de 100 anos por muitas vezes.
Foram anos incríveis, flash and crash days, que gostei e gosto de me lembrar. Saudade? Não. Saudade, na minha interpretação, tem um “quê” de querer voltar atrás, e eu não quero. Hoje me sinto muito melhor que nessa época, meu momento hoje, meus contatos, quem eu tenho por perto, o que faço, o que busco, tudo isso hoje tem sabores e aromas muito melhores. Mas olhar para trás é um exercício bom de avaliação.
Ficou curioso? Curiosa? Vai até lá e descobre um pouco mais. Acho que vale a pena.
Há braços!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
Twitter – @eduardoinimigo





