Bananada 2008 - sons novos e velhuscos. Boa receita!

Bananada 2008
Houve um dia, num passado remoto, um evento em GoiâniaTown que reuniu uma fauna riquíssima e variada de músicos, artistas, wannabes, integrantes de inúmeras tribos e muita gente que nem sabia bem o que ia acontecer. Na verdade pouca gente sabia o que ia acontecer, tamanha a quantidade de sons novos, desconhecidos e curiosos que correriam olhos pelas próximas noites no Martim Cererê.
Quer uma boa prova de que muitos estavam completamente perdidos com o que ia acontecer? Um dos jornais televisivos da cidade, que passa na hora do almoço, teve a calma de divulgar o festival, anunciar algumas atrações e no final da matéria divulgar o local e informar que os shows teriam ENTRADA FRANCA. Eu ouvi aquilo enquanto almoçava e fiquei sem entender, então porque eu tinha uma credencial se o festival seria entrada franca? E porque o Fabrício, o Razuk ou o Bigode não estavam andando em camisas de força por fazer um troço desse tamanho sem cobrar nada? Para variar um equívoco da grande mídia, a mesma que uma vez informou que o Imperador Dom Pedro II havia descido de sua carruagem apoiado em duas maletas. Na verdade o jovem imperador havia descido apoiado em duas muletas, pois estava com a perna ferida. O jornal, pressuroso em consertar a lambança soltou uma nota no dia seguinte informando que o imperador não havia descido apoiado em duas maletas, mas sim em duas mulatas!!! Ou seja, desde o Brasil Império gente da imprensa vem fazendo cagada, imagine em tempos onde blogueiros podem escrever o que bem entende e você vai entender o tamanho do risco existente hoje. Mas tudo em nome da liberdade de expressão, que eu me aproveito com galhardia. Segue o enterro…
Fui ao Cererê na sexta-feira interessado nas novidades, mas com uma certeza: não ia conseguir assistir todos os shows da noite. Primeiro porque estava moquiado, cansado, quebrado com a correria que – muito felizmente – virou minha vida profissional, viajando pelo país sem tempo de respirar e com prazo sempre para ontem. E outra coisa, eu havia aprendido com o Leo Razuk, que é jornalista de verdade, que cobertura boa não precisava ter todos os shows comentados. Como membro de banda eu sei o tanto que é chato ler resenha de show e não ver nenhuma linha falando da nossa banda, mas eu sabia também que ninguém morria de frustração, então não ia assistir tudo e pronto.
Na minha chegada um segurança me aborda “EI VOCÊ!”, e eu pensei que ele ia tomar meu cantil de cachaça. Mas era o cara que eu comentei na resenha do Goiânia Noise, o segurança que teve uma super postura legal nos shows que antecederam o Sepultura. Eu pensei que a Monstro tinha mandado pelo menos o link para a Escudo, afinal de contas uma prestadora de serviços é citada em uma matéria – mesmo que blogueira – e isso é uma oportunidade legal de estreitar o vínculo. Mas os caras não mandaram, eu não mandei, ninguém mandou, e ele queria ver a matéria. Fiquei de achar e mandar pra ele, até hoje!!
A direção de palco feita pelos nobres Marlos “Japão” e Ynaiã me profetizava profissionalismo, educação e cuidado (em alguns casos muito cuidado, como no show do Ressonância Mórfica no Rock Solidário, lembra?).
Cheguei e o Bad Lucky Charmers estava tocando. Banda nova, galera confessando ser fã de muita gente que ia tocar no festival, mas nem por isso eles entraram de cabeça baixa ou com excesso de reverência. Rockão ganchudo southern 70´s que é bom de ouvir, tudo bem que a cara de seminarista dos membros da banda fica meio exótica com a pegada do som, mas é detalhe pequeno perto das lembranças de bandas velhaças que eu aprecio. A guitarra deu problemas, mas como dizia o Dee Snider “you can´t stop rock´n roll” e os guris continuaram suas referências clássicas. O vocalista me lembrava o Beto Cupertino com aquela cara de menino educado que os dois têm, mas o som não podia ser mais diferente. Gostei do som e gostei muito dos adesivos, apesar de que ninguém sabia dizer quem havia sido a modelo para os tais adesivos. Seria interessante entrevistá-la. rsrs
O Mugo entra em campo com o jogo ganho, porque o povo já adora a banda. E o que se espera de um show desses caras? Competência, precisão e violência. Muita violência, e eu até hoje me pego surpreso com a capacidade da garganta do vocalista que urra o tempo todo e não fica sequer cansado, o maldito. Bem verdade que a banda merecia horário melhor, porque tem competência e público pra isso, mas eles não se abalam e enfiam porrada nos cornos da platéia, até finalmente abrirem a primeira roda do festival. Quando tocam “Screams” a molecada canta junto, e é inevitável ver o sorrisão satisfeito do Léo Alcanfor, parecendo menino em loja de brinquedo. Na hora eu imaginei o motivo do sorriso, mas mesmo assim fui perguntar a ele depois do show, e confirmei minha hipótese: cara, é muito bom ver o público cantando uma música sua! Eu tinha passado por isso no Rock solidário e agora o Leo pode apreciar isso. Nada paga aquele sorriso feliz.
Fim do Silêncio é ódio. Ódio destilado, mais forte que minha saborosa cachaça jovem de Guapo. A roda que se abre no show dos caras é perigosa, daninha, maléfica, ninguém deveria sair dali sem sangrar, mas conseguem. Esses meninos de hoje são invencíveis! O Leandro – velho conhecido de outros festivais – cospe o tempo inteiro, mas de uma forma curiosa e um tanto escrota; ele cospe pra cima e engole de novo a bola de baba. Mas numa dessas o troço deu errado e ele acabou cuspindo na cara de um moleque, a cara de espantado do Leandro, os milhões de pedidos de desculpas e o cuidado dele com o guri babado contrastavam imensamente com a desgraceira que a banda cometia. Além dos cuspes, Leandro solta discursos hilários e num desses ele entrega o segredo da vantagem de ser vocalista de banda: não carrega nada em show, pode chegar por último e não precisa saber tocar pôrra nenhuma. O sindicato dos vocalistas já está organizando uma forma dele ser punido, fisicamente se for necessário, por ter revelado nosso segredo. Em meio ao show ele organiza uma roda meio-a-meio como o Korzus faz, mas num teatro do tamanho do teatro do Martim isso é temerário, felizmente tudo correu bem e os corpos que sobraram depois do show foram devidamente encaminhados para as famílias.
Jonas Sá é surpreendente. Tem propaganda do CD na Globo, vinhetinha bacaninha, mas o cara ao vivo é marcante. Primeiro porque ele não tem tamanho, tem horário, um e vinte, um e quinze talvez. O sujeito não é anão, não tem nenhum traço de nanismo, mas é pequenininho. Tanto que quando entrei no teatro achei que ele estava sentado, depois achei que tivesse sete anos de idade, e na beira do palco comprovei que o que lhe falta em tamanho ele compensa com culhões, postura e um som criativo. Quando ele canta “todo mundo pensa que ele é anormal” parece ser um texto de metalinguagem cínica provocando todo mundo que é burro feito eu e que tinha pensado bobagem pelo tamanito dele. Dança uma dança meio jamesbrown-on-crack, um troço esquizóide, ansiozzo e tenso, se valendo de poesias simplésimas mas eficazes na sua direção. A voz é limpíssima, a presença é imponente e me dizem no pé da orelha que a cozinha da banda é a mesma da banda de Caetano Veloso, um baiano que faz música e fala besteira de vez em quando. Respeitável. No meio do show ensaia um strip tease que se revela meio frustrante, mas ainda assim foi um toque de propriedade em sua ginástica da loucura, um rito diário.
Eu havia encontrado com o Luiz Maldonalle antes do show do InBleeding e ele havia me contado que iriam tocar 04 músicas. QUATRO!!! Isso por causa do tempo. Lembrei que com o mesmo tempo o Sangue Seco toca quase vinte músicas e dei risada. Peso, técnica, estrada e uma coesão estranha mas que funciona bastante. A receita é muito boa. Como todo guitarrista virtuose bom-pra-diabo que tem trabalho solo, o Maldonalle é teatral bragarai, faz poses, caras, caretas e cria drama com suas notas. Mas quando digo que é uma coesão estranha digo porque eles não poluem o palco, cada um ocupa seu espaço, Alan na frente, Itarlan do lado de lá, guitarra daqui e bateria ali, sem ninguém se trombar e interferir no espaço do outro. Ocupam com segurança e firmeza e isso passa uma imagem diferente do que estou acostumado a ver em bandas pesadas como eles. Mostram que não é preciso ficar correndo pra lá e pra cá para tomarem conta do palco. Abriram uma roda respeitável e ao final enfiaram uma levada meio funky sem-vergonha. Quando conversei com o Rubens no final do show ele disse que “o ar treme ao redor do vocalista”, então deve ter sido isso que emperrou a máquina de tirar retrato do Alan. Energia. Bom demais ver esse sujeito capitaneando uma máquina tão eficaz de pancada, com o braço esquerdo cheio de um tigre orgulhosamente vilanovense. Lembranças da Vila Bandeirantes, meu amigo!
Identidade é a banda, ou a parte da banda que acompanha o Júpiter Maçã, e por isso é inevitável ouvir gritos de “Toca Júpiter” no show deles. Mas o que me provoca a curiosidade é saber se existe alguém que usa roupa normal na parte sul do país, porque tudo quanto é banda que vem de lá tem um figurino no mínimo exótico, cabelinhos cuidadosamente ensebados e um jeitão mod, hype ou coisa parecida. O rock dos caras? Bom, legal mesmo. Não é nada que eu solte rojões, mas não posso negar que me peguei batendo o pé várias vezes. Rock dançante, setentão algumas vezes e muito bem feito. Imagino que uma festa com esses caras seria uma puta festa massa. “Dance” e “Você é a única garota que me dá prazer” (não sei exatamente o nome da música) é uma música fantástica, super legal, afudê (como eles dizem por lá). O vocalista é uma versão xerográfica de 30 kilos do Mick Jagger, e sua dancinha oscila entre divertida, patética e intensa. Complicado de entender? E quem disse que é fácil entender uma identidade?
Are You God?
Extremo. Realmente extremo. Deveriam avisar antes de entrar no teatro, alguma coisa para evitar que cardíacos, gente de estômago cheio e virgens entrassem e sofressem algum baque mais forte. A entrevista que eu tinha feito com eles havia sido um show de escárnio e sarcasmo, mas não passei recibo, afinal de contas quem tinha que brilhar na entrevista era o entrevistado e não eu. Então deixei quieto quando o João disse que “o país tem hoje grandes bandas como Fresno e NxZero”. Piada de humor negro do cara. João, o vocalista é cínico no palco, valoriza cada uma das entradas de voz nas músicas com uma presença de palco dramática e teatral. A camiseta esburacada do John Lennon ficou interessante naquele show. Assim como a participação típica do From Hell, que precisou ser cutucado para parar a poesia, senão o show acabava só com ele no palco.
O show do Johnny Suxxx eu não gostei. Achei que o Lucas fez falta com a segunda guitarra, o som ficou meio vazio e a banda não parecia mais a mesma, estava bem diferente. O baixista novo é legal, mas usa muito mais pose do que o necessário (e pose é necessária?) e isso fica mais na frente do que o som que ele faz. Relaxa, é só rock. João estava pesado, lento, e muito, mas muito louco. Já vi outros shows deles mais perigosos, mais tensos, agora parecia que não ia engrenar. Cabo desliga, pedal do bumbo solta, João se joga na platéia e eu fico na esperança de ver os velhos hematomas e machucões de outros shows da banda. Ficou na promessa, mas muita gente gostou. Eu não.
E muito, mas muito obrigado mesmo Mandatory Suicide!!
Que delícia ver essa banda de novo. Que delícia! Passe a semana ouvindo o cd de 93 “Shout to the crowds” que dentro troca as multidões pelos corvos, mas que mantém a qualidade. Homero, o menino maluquinho ranzinza do rock goiano, pede muito por ambulância e Samu, sendo que visivelmente eles estavam pilhados e inteiros. “Heavy é música pra jovens”… enfim, a piada tornou-se desnecessária, mas isso não empanou a beleza dos vocais desse menino enjoadinho. Como canta esse desgraçado!? Dá gosto ver que o tempo e a pausa gigante não tiraram o brilho, o ritmo e a graça dessa banda tão divertida e competente. Tocam alegres, dando risada, vozes afinadíssimas se contrapondo e num momento “beleza familiar” o filho do Leo Baiochi invade o palco e abraça o papai, todo orgulhoso.
“Shout…”, “Prepositions” e “Pain Forest” vêm num medley e eu me sinto de novo na faculdade, numa praça universitária cheia vendo show. Que viagem! E sem usar nada ilícito, só rock bem tocado e bem feito. Bem verdade que eu não gostei de ver essas músicas – a primeira e a terceira as minhas favoritas, principalmente “Pain…” – num medley porque encurtaram, cortaram e colaram para não encherem o saco. Podiam encher o saco, guris. “Pain forest” merecia ser tocada inteira, mas mesmo assim foi lindo ver aquele refrão novamente sendo bem pronunciado.
Homero junta histórias de Rick Wakeman com Vó Elza e isso dá a sensação de um pocket show, algo exclusivo, como se estivessem tocando no aniversário de alguém, o que seria um presentaço. Homero é famoso por ser chato, enjoado e pernóstico, todo mundo sabe disso, mas como é carismático esse anãozinho. Será uma regra? Gente carismática tem que ser chata? Pensei em três bons vocalistas e me assustei com a regra se comprovando, afinal Homero e Nobre são a regra escrita. O terceiro deixa pra lá, ele é muito chato. Foi o final de noite lindo que eu queria ter, afinal de contas eu só queria ir ao Banananada para ver esse show, e mesmo tendo visto outros shows legais, esse do Mandatory só teve um erro: ser o último da banda. Prefiro continuar torcendo que haja um comeback básico e eles voltem a tocar, mas se não rolar, esse show já valeu a pena.
No sábado preferi não ir. Mallu ia tocar e eu estava prevendo uma lotação exagerada, coisa ruim para gente da minha idade. Eu estava certo, o troço lotou brutalmente e eu fiquei em casa entre cervejas, pipocas, batatinhas e minha família. Fiz bom negócio, no final das contas.
No domingo eu cheguei no show do Big Nitrons, e logo de cara dá pra ver porque “Big”, porque o vocalista é gigantesco, pra todos os lados. O teatro cheio de confete e espuma já mostrava que o troço tinha começado na alta. Isso porque quando eu cheguei no Cererê encontrei o Fal, vocalista do Rollin Chamas caso alguém não saiba, e ele me anunciou “Cara, tá tocando uma banda muito louca de psycho”. E se o Fal acha muito louca, imagine o tanto que é louca mesmo! Fal achou louco!!! Puxam um beerbong e entopem dois malucos de cerveja, um deles o grande skatista Noturno, que sai da beira do palco com espuma de cerveja saindo pelos olhos e ouvidos. Normal! Encaminham o show tocando “um motorheadzinho” bem feito e encerram um show muito legal.
A Orquestra Abstrata era Seven. E chega, não falo mais nisso. Esquece o nome antigo e vamos em frente. E tem coisa mais canseira que isso: o bigode de cafetão do Aderson. O que é aquilo, minhanossasenhoradoperpétuosocorro!?? Imagino que logo surge algum rebeldezinho orkutiano falando que o bosta do blogueiro é um nerd viadinho que ficou olhando bigode de baixista. Como não olhar? E aí o rebeldezinho vai dizer que fiquei olhando o bigode e não vi mais nada. Não vi os sons space cake que o Kolody tirava além da guitarra, não vi a musicalidade fudidíssima do Paffa, não vi a banda com todos os espaços sonoros preenchidos e completados agora com o Danilo tocando laptop. Pior, o diabo do bigode me distraiu. Não vi nada. Foi tudo muito abstrato.
Bad Folks não é ruim. É até bom, mas me deu uma saudade dos malditos Downers. O som é parecido, mas… pôxa, não é tão bom. Mandaram o povo baixar o CD ao invés de comprar na banquinha e a molecada vibrou. Perfilaram o rock mezzo inglês e foram elogiados, eu saí no meio. Não é ruim, mas é que…. ah!
Os Shakemakers são uns bostas. Nenhuma banda consegue encher o teatro com tanta gente de banda, tantos músicos e todos rindo, com a cara feliz. A marca Insulto patrocina uns sorteios no show, isso é legal, mas nem chama a atenção porque o show do Shakemakers é grande demais. Em alguns momentos me lembraram um show do Camisa de Vênus lá dos anos 80, tamanha a energia e a qualidade do rock cometido. Sandoval “Shakerman” consegue ser cada vez melhor na frente dessa locomotiva, e isso impressiona porque ele nem se cansa. E é um band leader improvável. Neguinho feio, com cara de pobretão de periferia (nisso parece comigo), mas que vira um Carl Perkins ou coisa parecida no palco. Ou um James Brown? Ou um Little Richards? Shakerman anuncia que a banda só acaba quando ele morrer, e isso me deixou aliviado. Agora tomara que ele cuide bem da saúde e só morra com 239 anos de idade. Eu até fiquei pensando; quantos shows desses caras uma pessoa precisa ou merece ver em uma vida?? TODOS!! Não se pode perder nenhum, porque é sempre uma festa fantástica.
Eu estava com preconceito com o AMP. Imaginei que ia ouvir som regional, nordestino, mas o troço é tão pesado que me desorientou. Regional é meu ovo!
Big Trep, ou A Grande Trepada para os menos pudicos, é outra festa de alta octonagem. O baixão branco domina o palco e a alegria dos caras mostra que existe rock depois que os cabelos se encanecem e as juntas não obedecem tão bem. Eles não mostram sinal de tempo nenhum e conduzem a platéia com capacidade e fineza. Enfiam “Bad moon rising” nos tímpanos presentes, e isso me deixa com um sorrisão feliz na cara. Ê bons tempos!
O Lendário Chucrobillyman é um guri! Pensei que ia ser um cara velhão, com marcas de cicatrizes e bexigas na cara, com sinais de pactos feitos em encruzilhadas onde almas eram mercadejadas, mas que nada: um guri! Carinha de bebê johnson, mas rockão do demônio em pessoa. E canhoto ainda por cima! Sozinho no praticável tocando guitarra, bateria e cantando num megafone distorcedor de voz. Ele é o White Stripes inteirinho ali na nossa frente, sem a feiosa Meg nem o estranho Jack. Só Chucrobillyman e seu rock egoísta. Egoísta porque Pedro Reator depois me contou que na entrevista ficou sabendo que a idéia por trás da onemanband que o Lendário se tornou aconteceu por não agüentar mais os atrasos e as irresponsabilidades de membros de banda. O povo não leva a sério? Foda-se o povo! Toco sozinho. Que bom, não?
O show do MQN se aproximava. Eu vou ao banheiro e no banheiro químico ao lado do meu alguém liga um aspirador na potência 10. Acho que até a cor do banheiro foi puxada por aquelas narinas, e quando o MQN entra no palco o frito do banheiro se revela para a platéia inteira. Um sujeito de cabelão e camisa vermelha que pentelhou o show inteiro, ficando em pé na beira do palco, tampando a visão de todo mundo e quase beijando Fabrício Nobre em sua boca gorda. O show do MQN é mais do mesmo. Não acontece nada que me surpreenda ou choque, não tivemos arroubos, mas o rock duro e classudo estava todinho lá. Para alegria do empolgadinho de blusa vermelha e olhos pintados.
Pra mim já era suficiente. Ainda teríamos a Banda da Eline fechando o festival, e eu queria ver isso, mas segunda-feira é sinistra para quem tem que enfrentar o batente, então já era minha hora de pegar o beco.
Na saída já via gente indagando quem seriam as bandas de fechamento do próximo ano. Povo exigente, sêo! O trem nem acabou e já estão querendo saber do próximo ano, mas na real eu também ando curioso. A lembrança da arte HQística desse Bananada e a riqueza de shows diferentes e sons novos promete um futuro cheio de esperança.
Então vamos esperar.
A propósito, esse Bananada aconteceu muuuuuuuuuitos dias atrás, mas quem disse que eu tive condições de falar alguma coisa antes. Relevem, usem o texto como um exercício saudosista. Hahahahahah
Há braços!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
P.S. - as fotos eu coloco depois aqui no blog. Eu achei que estivessem no laptop mas descobri que não estão. Então fica pra depois. Continue vindo aqui, buana!
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