Daniel Zen - Presidente do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Cultura

Membro fundador da Abrafin é eleito Presidente do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Cultura

.

da Comunicação Abrafin

danielzen

O sujeito do bem, Daniel Zen.

 .

O presidente da Fundação Cultural Elias Monsour (AC) e membro fundador da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes) e do Circuito Fora do Eixo Daniel Sant’ana – mais conhecido no meio da música independente como Daniel Zen – foi eleito Presidente do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Cultura.

.

 A escolha aconteceu no último dia 12, durante a 4º reunião ordinária do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. Daniel Zen, 28 anos, foi eleito por unanimidade. No evento aconteceu também a redação da Carta de Salvador, que recomenda modificações na polêmica Lei Rouanet e a aprovação da proposta de emenda que destinará, se aprovada, no mínimo 2% do orçamento da união para a cultura.

.

 O começo da carreira de Daniel Zen se deu à frente da Catraia Records, um selo fonográfico dedicado ao setor da música independente, que colocou o Acre no mapa da música nacional ao lançar a banda Los Porongas e produzir o Festival Varadouro. Em 2005, Zen foi um dos principais articuladores que deu início ao Circuito Fora do Eixo, e também da Abrafin (Associação Brasileira dos Festivais Independentes) , que tem o Varadouro como um dos festivais fundadores.

.

 À medida que foi se articulando nacionalmente, a Catraia deixou de ser um selo pra se tornar um coletivo, continuando a produzir o Festival Varadouro, trabalhando com a formação de agentes culturais e ainda investindo na distribuição e circulação de bandas. Um exemplo desse caso é o Filomedusa, banda de Rio Branco cujo baixista é o próprio Daniel Zen, e que conta com outros agentes do Coletivo Catraia. A banda tem circulado por várias regiões do país, obtendo sucesso entre público e crítica.

.

 É salutar a presença cada vez maior de agentes da cultura independente ocupando espaços no poder público. Foi uma excelente notícia quando há três anos atrás, Daniel Zen foi escolhido como o novo secretário estadual de cultura do Acre (ou presidente da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, oficialmente falando).

.

 E é com o mesmo entusiasmo que a Abrafin recebe agora mais essa boa nova, pois evidencia que o passo galgado em prol da construção de um momento cultural novo no Brasil vem encontrando cada vez mais ressonância junto a outras esferas sociais.

.

.

Sobre o assunto, Daniel Zen comentou na seguinte entrevista:

.

 Tem-se notado nos últimos anos grandes avanços por parte dos estados da região norte. Como você acha que o ambiente da produção cultural em âmbito nacional vai visualizar o norte a partir da eleição de um secretário nacional oriundo da região?

.

Daniel Zen - Acredito no simbolismo que há no fato de um Secretário de Estado da Cultura do Norte, mais especificamente do Acre, assumir a presidência do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. Corrobora o entendimento quanto ao avanço na implementação de políticas públicas de cultura consistentes no Estado e na Região, vai ao encontro do contexto atual em que se começa a visualizar a produção cultural do Norte, de forma mais constante e consistente, em âmbito nacional e internacional. ..
.

+ Leia na íntegra no site da ABRAFIN!: www.abrafin. org
.
.
.
.
Eu tive o prazer de conhecer Daniel quando fui fazer a cobertura do Festival Casarão em Porto Velho, que é organizado pelo meu chapa Vinícius Lemos. Depois de uma mesa de debates muito interessante, nos encontramos frente a frente:
.
- Então você é o famoso Daniel Zen.
- Então você é o famoso Inimigo do rei.
.
Lendo assim fica parecendo que foi um diálogo, mas isso aí foi dito simultaneamente, ao mesmo tempo, tipo “pega no verde”, sabe como? Sincronicidade.
Daniel honra o apodo, é zen. Tranquilo, gentil, educado, dizem que é um tubarão para trabalhar e defender suas idéias.
.
Além de todo seu trabalho cultural e político, ainda é baixista da - na minha opinião - melhor banda do país atualmente; Filomedusa. Um baterista que não respira, um guitarrista criativo e pequenito, uma vocalista que exala sensualidade e provocação e Daniel no baixo. A banda é massa! E ainda teve gente que me acusou de elogiar a banda porque Zen é secretário de cultura. hahahahahahahaha
.
.
Daniel, velhinho, muito sucesso nas novas empreitas!
.
.
.
há braços!
.
.
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
.

A partida da morte - o time que preferiu morrer a perder.

 

A equipe de futebol que preferiu morrer a perder

 

 

Recebi o texto abaixo da minha sócia, Maria Célia Franklin, e fiquei alguns minutos olhando pra tela depois que terminei de ler. Impressionante. Em tempos onde o futebol é motivo para brigas, mortes estúpidas, jogadores canastrões mercenários, conchavos, tretas, juízes vendendo resultados, cartolas canalhas e lavagem de dinheiro… em tempos como esse é muito bom ler algo sobre futebol que nos deixa com orgulho de ser humano. Maria Célia, grato pelo presente!

 

 

“A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40. Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.

 

Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.

 

Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

 

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.

 

Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.

 

Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.

 

O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.

 

Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.

 

Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

 

Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.

 

Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

 

Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.

 

A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.

 

Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:

- “Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado”, exigindo que eles fizessem a saudação nazista.

 

Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - “Heil Hitler!”, gritaram - “Fizculthura!”, uma expressão soviética que proclamava a cultura física.

 

Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.

Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:

 

- “Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo”. Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

 

Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.

 

Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.

 

O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.

 

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.

 

Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia (que ilustra esse post) que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores. Abaixo a única foto que se conserva da heróica equipe do Dinamo e o nome de seus jogadores.

 

Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. No estádio Zenit uma placa diz “Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista”.

 

Esta é a história da dramática “Partida da Morte”. O cineasta John Huston inspirou-se neste fato real para rodar seu filme “Fuga para a vitória” (Escape to Victory) de 1982 que chamou muita atenção à época do lançamento porque dele participaram grandes nomes do cinema como Michael Caine, Sylvester Stallone e Max Von Sydow, mas muito mais pela participação de algumas estrelas do futebol, como Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Kazimierz Deyna e Pelé. No filme John Huston fez o que não pôde o destino: salvar os heróis.”

 

 

 

 

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

eduardoinimigo@gmail.com

 

SANGUE SECO - lançamento do CD “No ar cheiro de matança”

Sim, é isso mesmo!

No dia sete de dezembro, 07/12/2008, domingão, na cidade de GoiâniaTown, no CETE - Casa das artes, o SANGUE SECO lançará seu CD “No ar cheiro de matança”.

Contaremos com as ilustres presenças das bandas de nossos amigões:

Cicuta

Fígado Killer

Señores

 

Então por enquanto isso é informação suficiente. Separa uns cobres porque vamos fazer uma promoção de “ingresso+CD” para facilitar para quem gosta da banda.

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

eduardoinimigo@gmail.com

Um jovem de futuro…

Um famoso político brasileiro, estava a bordo de um avião, indo de São Paulo para Brasília.
Ao seu lado, notou um garoto de uns 10 anos, de óculos, com ar sério e compenetrado.
Assim que o avião decolou, o garoto abriu um livro, mas o político puxou conversa:

- Ouvi dizer que o vôo fica mais curto se a gente conversa com o passageiro ao lado. Gostaria de conversar comigo?

O garoto fechou calmamente o livro e respondeu:

- Talvez seja interessante. Que tema o Sr. gostaria de discutir?
- Ah, que tal política? Você acha que devemos reeleger o presidente ou dar uma chance a outro?

O garoto suspirou e replicou:

- Pode ser um bom tema, mas antes preciso lhe fazer uma pergunta.
- Então manda!, encorajou o Político.
- Cavalos, vacas e cabritos comem a mesma coisa, capim, grama, ervas, concorda?
- Sim, disse o político…
- No entanto, cabritos excretam bolinhas, vacas largam placas de esterco e os cavalos grandes pelotas… Qual é a razão para isto?

O político pensou por alguns instantes, mas confessou que não sabia resposta.
O garoto concluiu:

- Então como o senhor se sente qualificado para discutir quem deve governar o Brasil, se não entende de bosta nenhuma?

E durante o resto da viagem não trocaram mais uma palavra sequer…

 

 

Ah, essa juventude ainda tem futuro… rsrs

Há braços!

 

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

eduardoinimigo@gmail.com

Parece que já vi esse filme antes.

Sim, Barack Hussein Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos. O comandante do mundo livre, o homem mais poderoso do mundo, o íntegro, probo, honesto, carismático, charmoso, quase Deus Obama. Sim, porque a julgar pelas reações mundiais esse sujeito é a reinvenção da roda, guarda a cura da AIDS na agenda e está prestes e resolver TUDO de errado que existe no mundo.

Já viram esse filme antes? Um desprevilegiado (no caso dele, um negro) vence as elites, atravessa as tormentas de uma imprensa revanchista, enfrenta o status quo e se elege presidente. Já viu isso? No nosso caso foi um metalúrgico com um dedo a menos, voz rouca e um português todo particular. Me lembro do dia da posse do Lula em Brasília, a festa magnífica, o povo correndo ao lado do carro presidencial, a praça tomada por gente rindo, chorando, gritando. Tudo muito parecido com as imagens que vimos de Chicago dias atrás. As pessoas reverentes, olhando com olhos úmidos (a imagem de Jesse Jackson chorando como uma adolescente foi espantosa), uivando e se contorcendo a cada sílaba pronunciada pelo representante em carne e osso do terceiro segredo de Fátima.

Impressionante ver que “a maior democracia do mundo” (SIC) se reduziu a uma charge sem graça da nossa democratura tupiniquim de terceira, mimetizando e macaqueando o que temos de pior em nossas práticas políticas, que é esse sebastianismo irresponsável e demagogo. Claro que os eleitos em questão se valem e se aproveitam dessa onda de positividade e amor incondicional para conduzir suas propostas, mas o preço que isso cobra é altíssimo, principalmente para o processo tido como democrático.

Esperam de Obama os milagres que esperavam do molusco aqui em nosso cantinho brazuca, com o problema maior de que os milagres de Santo Obama precisam ser mundiais, envolvendo outros tantos países, culturas, crenças e riquezas. Esse é o homem que vai lidar com Afeganistão e Iraque com seus conflitos religiosos e as inúmeras franquias de sucesso na área do terrorismo. Esse é o homem que vai lidar com uma Europa ressentida e magoada, sentindo-se traída e ainda fazendo doce para os EUA. Esse é o homem que vai lidar com economias em desenvolvimento como os países do BRIC (sendo que nesse caso deveria ser CRIB, para respeitar os tamanhos e pesos) que buscam na porrada espaço no mercado de consumo americano. Esse é o homem que vai gerenciar a maior crise econômica-financeira dos tempos recentes, crise gerida e parida no país dele, o eterno fiel da balança do mercado.

E com todas essas responsabilidades fica complicado ver esse tanto de amor incondicional que ele vem recebendo do mundo inteiro, novamente o mundo passa um cheque em branco para um presidente americano confiando em seu discernimento e capacidade para enfrentar a crise. Lembram-se de outro momento como esse, em que o mundo depositou suas confianças mais calientes no olhar firme de um presidente americando e um cheque em branco de confiança lhe foi entregue? Lembrem-se de Giulianni e Bush (ou Chenney, para ser mais honesto) no fatídico onze de setembro, momento em que o mundo falou “Tá valendo, Bush, faz o que você quiser porque os caras exageraram”. E o que vimos foi uma estrondosa lambança.

Novamente o mundo se entrega a um sorriso charmoso e um tema de vitória tocado de forma lânguida, feito uma milonga de Gardel. Ô mundo besta, sêo! A se julgar pelo que já vivemos em muito breve teremos doces desilusões, desesperanças alimentadas até o momento do sujeito de capa brilhante e esvoaçante ter que provar que na verdade é muito humano. Não será triste ver o mundo novamente aprendendo que Dom Sebastião está morto pra sempre.

 

Há braços!

 

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

eduardoinimigo@gmail.com

 

Ô azar danado, sêo…

Então você vai para a praia com sua família, curtir um veranito de buenas, tira fotos para nunca se esquecer daqueles momentos mágicos e toda essa pataquada sentimentalóide que nós não escapamos, e numa foto dessas dá o azar de pegar uma criatura num momento de coçada tão íntima.

Ô azar danado, sêo…

BOICOTE!!!

Amigos e Inimigos,
Tenho percebido que a Ferrari vem errando com os pilotos brasileiros da F1.
Aconteceu muitas vezes com o Rubinho, e agora com nosso melhor piloto da atualidade, Felipe Massa.

Temos que responder a esse boicote.

Juntos vamos dar o troco a esses italianos.

Eu vou fazer a minha parte. Faça a sua também:

NÃO COMPRE MAIS VEÍCULOS DA MARCA FERRARI!!

Batman – escorpião com ascendente em capricórnio. Coincidência?

Batman – escorpião com ascendente em capricórnio. Coincidência?

O título desse post faz uma referência vaidosa e nada humilde (conceitos idênticos, claro) à uma coincidência: eu sou escorpião com ascendente em capricórnio. E fiquei muito feliz em descobrir essa semelhança com meu herói de HQ favorito. Eu leio histórias em quadrinhos desde os meus três anos de idade, se me lembro bem (porque a memória por vezes romanceia o passado) eu comecei a ler com histórias do Batman, as antigas publicações da Ebal e da RGE em formatinho. Então desde guri muito novo eu sempre fui fanático colecionador de revistas, e Batman sempre foi o meu favorito porque era agressivo.

Simples assim. Os outros heróis davam porradas, batiam, quebravam uns aos outros e aos vilões, mas eram homens bons, de bom coração e desejosos de justiça. Batman não era bom, era ruim como veneno e o que movia essa criatura negra, espessa e soturna não era justiça (apesar do que muitos bocós ainda acreditam), mas vingança. Um sentimento muito mais puro e direto que o elaborado e superior senso de justiça. Vingança e ódio, revolta, fúria, e eu me identificava (e identifico ainda hoje) muito mais com essas sensações primitivas, então nada mais natural que eu ter muito mais interesse por esse ser de sombras do que por um kriptoniano colorido ou um amigo da vizinhança escalador de paredes.

Então nessa sanha de batmaníaco eu fui juntando milhares de revistas, pôsteres, filmes, troços os mais variados (como o chaveiro que hoje segura as chaves do meu carro) e lendo tudo que caía nas mãos se referindo ao cavaleiro das trevas. Pois hoje fuçando no orkut (coisa que faço cada vez menos) eu encontrei um post falando de um texto sobre Batman e signos do zodíaco. Claro que dado o perfil da comunidade em que encontrei o texto, a pessoa que postou o link (Larissa, não a conheço) foi devidamente zoada e escrachada e o assunto logo tomou outro rumo falando da vida de uma pessoa ou suas preferências, coisa muito normal e comum de acontecer nessa comunidade.

Mas eu fui ler o texto e gostei. Gostei tanto que trouxe pra cá. Não sou aficcionado por zodíaco, não entendo muito, mas sou um legítimo escorpião curioso e por ter curiosidade me interessei pelo texto e fui gostando mais ainda quando surgiam as semelhanças entre o cruzado das sombras e euzão aqui. A coincidência entre signo e ascendente fez um sorrisão brotar, porque infantilmente me senti o próprio Batman.

Claro que isso não é muito certo (mentalmente falando, claro) num sujeito de quase quarenta anos, mas o garoto fascinado pelas aventuras em Gotham City ainda pulsa brutal em mim e não pude negar minha fascinação em perceber que traços tão doces da personalidade do herói gothamita como a paranóia, a obsessão, a crueldade, a vingança, são traços também comuns à minha pessoa, atenuados por uma dose de civilidade e outra de convivência social. E pelo texto muito disso se deve aos nossos traços zodiacais.

Além disso tudo o texto é interessante por si só, realmente. Traz um monte de informações sobre a origem e história de Batman, o que já vale a leitura. Algumas incorreções no texto foram devidamente corrigidas por mim, já que não poderia deixar alguém achando que foi o Coringa que matou os pais de Bruce Wayne e outras coisas assim. Errinhos, dado o tamanho e abrangência do texto. Também retirei alguns trechos muito “zodiacais” porque eu não entendi lhufas sobre cabeça de dragão e andanças em casas solares, e imagino que o leitor usual desse blog também não saiba nada disso, mas quem se interessar o texto integral do João Acuio está no Constelar no http://www.constelar.com.br/revista/edicao81/batman1.php e vale a visita para quem gosta do assunto. Para facilitar algumas “correções” do texto eu os coloquei em negrito para melhor compreensão.

Segue o texto, divirtam-se! Eu me diverti bastante.

 

 

 

O Cavaleiro das Trevas do Zodíaco

João Acuio

 

Batman, o Cavaleiro das Trevas, corporifica algumas facetas sombrias que a sociedade americana não gosta muito de encarar. Não foi o primeiro, mas inegavelmente tornou-se o mais conhecido e carismático dos heróis no estilo dark. Neste artigo João Acuio desce às profundezas da bat-caverna e desvenda a dimensão mais plutoniana
de Gotham City.

Gênese num beco sem saída

- Marginais… vocês sugaram a vida de Gotham City, na alma! Essa festa durou tempo demais. Basta! De agora em diante farei parte de seus pesadelos. A lei ganhou um nome… o meu nome! Batman! Lembre-se dele quando cometer um crime…

 

Com essas palavras, Batman fez sua primeira aparição nos Estados Unidos às vésperas da Segunda Grande Guerra, sob o céu de 18 de maio de 1939.

Criado pelo desenhista de quadrinhos Bob Kane, a Detective Comics precisava de um super-herói que fosse a antítese de Superman, que havia sido lançado um ano antes e fazia muito sucesso. Inspirado em Zorro, em histórias de detetive e no genial Leonardo da Vinci, Bob Kane dá à luz ao Batman - O Cavaleiro das Trevas. Um vigilante feito de sombras, atormentado por suas lembranças e com faro de quem conhece a dor de uma perda.

 

NOTA SOBRE ESTE ARTIGO

  • Em 1999 Fernando Fernandes, Carlos Hollanda e João Acuio dividiram entre si a tarefa de produzir um ebook com a análise astrológica dos mais conhecidos super-heróis dos quadrinhos. Fernando ficou com o Superman, Hollanda com o Fantasma e João Acuio com o Batman. O trabalho saiu na série Constelar Infolivros, em 1999. Mais tarde, João retirou seu artigo da série para concorrer com ele a um concurso promovido pela escola Espaço do Céu, do Rio. João saiu vencedor e o texto, na época, foi divulgado em Porto do Céu. Em 2002, Acuio incluiu o artigo em seu livro Céu em Transe. Agora, seis anos depois, o texto retorna a seu lugar de origem.
  • O ebook de 1999 acabou se transformando no curso de Astroletiva Compreensão Astrológica do Mito do Herói, onde a análise astrológica de alguns personagens serve como ponto de partida para a investigação das motivações comportamentais da sociedade contemporânea. Para substituir o estudo sobre Batman, João Acuio produziu um novo artigo sobre o Homem-Aranha, enquanto Carlos Hollanda acrescentou uma inédita análise dos mitos por trás do Senhor dos Anéis.

 

Bob Kane, com a ajuda do roteirista Bill Finger [1], deu ao personagem uma origem mais próxima da morte e do apocalipse do que da vida. Quem leu a Dectetive Comics n° 27 ou viu o primeiro filme da série Batman, com Michael Keaton no papel principal (nota do blogueiro – um dos piores filmes da história do cinema, no que se refere à desrespeito a um personagem. Os outros que seguiram também foram desastrosos, sendo que finalmente um filme decente e de altíssima qualidade foi feito em “Batman Begins”), sabe que Bruce Wayne (o homem que veste a roupa de Batman), presenciou aos oito anos o assassinato de seus pais à saída do cinema em que foram ver A Marca do Zorro. Com o passar do tempo, a lembrança do crime ronda as suas não raras noites de insônia. Aos 30 anos, já vivido o Retorno de Saturno [2], com profundo conhecimento de artes marciais e literatura policial, além de deter tecnologia de ponta, converte-se num implacável vingador vestido de morcego, que atormentará a alma dos criminosos de Gotham City. Para você ter uma idéia de quanto ele é vingativo, Batman mata já na primeira história. Batman era um assassino no seu primeiro ano de vida.

Com a inteligência dos argumentos de Bill Finger e desenhos de Bob Kane, Batman torna-se, com o passar dos anos, o avesso do Superman. Enquanto o Super-Homem é um herói solar, que protege todo o planeta assim como velhinhas indefesas que perderam seus gatos, o Homem-Morcego é um justiceiro noturno. Apenas mais um numa cidade suja pelo crime. Super-Homem tem superpoderes, tais como visão de raio-x, velocidade ultrassônica, além de voar. Já Batman usa seu próprio corpo como arma de combate, sem falar de seu cinto de utilidades, que lhe dá recursos para combater o crime com instrumentos. Muitas vezes eles não funcionam, deixando-o literalmente na mão. Ele é falível, portanto. Superman tem os aplausos e o reconhecimento da opinião pública, Batman é um ser solitário e em algumas histórias é criticado por fazer justiça com as próprias mãos. No entanto, há uma diferença fundamental entre os dois: enquanto o eterno jovem Super-Homem é imortal, Batman é de carne e osso. Gotham City, além de circos e parques de diversão, também tem cemitério.

É importante lembrar que, no início, o Homem-Morcego era um personagem solitário. O jovem Robin, o menino-prodígio, aparecerá somente em abril de 1940, para atenuar as características sombrias de Batman e assim ganhar o público infanto-juvenil que acompanhava as tiras de quadrinhos nos jornais. Contrariando a idéia original, Batman passa a ter humor. E a ter que se relacionar. Nos anos seguintes, até 1950, surgirão os outros personagens que vivem em Gotham: Duas-Caras, Pingüim, Charada, Coringa, Mulher-Gato, Alfred [3] etc. Enquanto Batman vai sendo civilizado, renunciando a matar e a usar armas de fogo e se dedicando à beneficência com o nome de Bruce, seus arqui-inimigos vão nascendo e se assemelhando muito a origem do Homem-Morcego, isto é, com caras e bocas que expressam mentes doentias até à psicopatia.

Nos anos 60, durante a série televisiva, Batman entra em crise de identidade de vez, sendo descaracterizado por seus roteiristas até cair no ridículo. Mas essa história eu conto daqui a pouco. Vamos primeiro definir o signo do Batman.

 

 [1] Bill Finger trabalhou com Bob Kane desde a origem do Batman. Foi ele quem delineou os aspectos sombrios do Homem-Morcego. Praticamente criou Coringa, além de ter assinado o argumento das histórias em que surgiram pela primeira vez Robin, Pingüim, Mulher-Gato e Duas-Caras. Infelizmente, não foi possível conseguir seus dados de nascimento para análise.

[2] Saturno é o Senhor do Tempo. Carrega em seus ensinamentos o crescimento através da dor. Disciplina, perseverança, pedras no meio do caminho são suas marcas pessoais. O Retorno de Saturno consiste na conclusão da andança de Saturno por todas as casas astrológicas e signos que tem início ao nascermos e que se conclui a cada 28 ou 29 anos, quando o Senhor do Karma retona ao seu lugar de origem no mapa.

[3] Coringa - março/abril de 1940; Pingüim - dezembro de 1941; Duas Caras - agosto de 1942; Alfred - abril de 1943; Charada - outubro de 1948.

 

O signo do Batman

Se você pensou em Escorpião, guarde segredo. É isso mesmo.

Batman tem qualidades que associamos a Escorpião. Absurda perspicácia, poder de concentração, hábitos noturnos, tormentos, são algumas de suas características mais fortes. Batman já foi considerado o maior detetive do mundo. Morcego tem hábitos noturnos. E todo mundo sabe que Escorpião vive no submundo do mundo cultuando sua obsessão pela morte. Lembre-se que, nas melhores histórias, Bruce/Batman sempre tem pesadelos com a morte dos pais. Aliás, o lugar onde o casal Wayne morreu, conhecido como Beco do Crime (nota do blogueiro – Beco do Crime é o nome que depois ficou conhecido o local da morte dos Wayne, pois anteriormente chamava-se Park Row, sendo lugar nobre em Gotham. O assassinato dos Wayne iniciou o processo de decadência do local e consequentemente o aumento da corrupção na polícia gothamita), dizem os bêbados, é habitado por fantasmas de órfãos mirins, criminosos e muita raiva descontrolada. Os batmaníacos juram que, no aniversário de morte dos pais de Bruce, Batman faz plantão nesse beco, espancando e capturando criminosos.

Em outras palavras: Batman, assim como Escorpião, é um signo da noite, que vive no submundo, guardando um segredo. Neste caso, sua identidade e seu passado. Com um faro infalível, como o de um detetive de romance policial noir, Batman enxerga no escuro e o que acontece nas entrelinhas. É conhecida a capacidade de percepção do escorpiano para o que é tramado por baixo do pano. Aliás, é por isso que o associam à manipulação e à paranóia. A boca do povo diz que Escorpião é vingativo, muito por lidar em linha direta com a raiva que mata ou envenena, principalmente a si mesmo.

Se Escorpião tem tendência à paranóia, nem precisa dizer que a desconfiança é uma marca deste signo. E diga aí: Batman confia em alguém? Somente no Batmóvel e no virginiano Alfred, o mordomo que prepara sua comida e cobre sua retaguarda na Batcaverna quando o Homem-Morcego sai à caça.

 

Capa da primeira edição do Batman.

 

Morte e renascimento até o juízo final

O renascimento também é uma marca de Escorpião. E é o que ocorre em vários enredos das histórias de Batman, que o conduzem até o fundo do poço, para depois fazê-lo renascer das cinzas. Nada mais Escorpião. Aliás, o escorpiano tem vocação para escavar histórias perdidas, carregadas de veneno letal.

Escorpião lida sempre com sentimentos e situações-limite. Ou, se você preferir, com aquilo que se chama crise. O lado destrutivo da vida. Signo que passa a vida toda lutando, tentando fazer do veneno que empedra seu coração algo construtivo.

Batman é assim: vive com o que há de mais negro e louco em Gotham City. Volta e meia ele leva o ariano Coringa, ou o Gêmeos-Libra Duas-Caras, ou o gelado aquariano Homem-Gelo para o Asilo Arkham, o hospital psiquiátrico de Gotham. Apesar da genuína compaixão, o Cavaleiro das Trevas, no íntimo, não acredita muito na recuperação de seus inimigos. Como ele se conhece e é um Escorpião convicto, sabe que a destrutividade pulsa dentro de cada ser. O taurino Freud, com Ascendente Escorpião, desenvolveu o conceito de pulsão de morte, criado pela psiquiatra russa Sabina Spielrein [4], para essa realidade.

Outra característica hiper hiper escorpiana é a possibilidade de concentração nas horas mais difíceis. Escorpião concentra toda sua alma quando se sente encurralado. Como Batman se sente sempre nessa situação, acaba sendo silencioso como a morte, preferindo antes observar do que falar.

Se você ainda tem dúvidas quanto à ênfase no signo de Escorpião, veja só as primeiras palavras de Batman em Batman vs. Aliens, de Ron Marz e Bernie Wrightson, lançado em 98 no Brasil pela Mythos Editora:

 

- As noites de minha vida são gastas lutando com psicóticos. Criminosos, cujas mentes são tão deformadas quanto suas experiências externas… Eu acreditava ter visto a face do horror. Hoje eu descobri que não. (…) Os eventos se repetem em minha mente… Todos eles. O início…

 

Ou, em Um Conto de Batman: Gangues, de Steven Grant e Shawn McManus, lançado pela editora Abril Jovem, em ano impreciso:

 

-Gotham à noite fervilha com violência. Eu sinto a infecção se espalhar, dos becos mais imundos do centro até o mais tranqüilo quarto nos bairros elegantes. Ela é transmitida pelo orgulho, pela ganância, pelas razões mais insensatas, até irromper como uma chaga purulenta.

Eu quero parar a epidemia, curar minha cidade. Mas também estou infectado. Eu luto contra minha própria violência, contra o ódio que me impulsiona. Eu controlo a fúria, soltando-a quando é preciso e só na dose necessária.

 

 [4] Quem ler o livro Um Método Muito Perigoso, de Jonh Kerr, Editora Imago, poderá acompanhar os primeiros anos da psicanálise, a relação de Sabina Spielrein com Jung e Freud e o quanto essa relação influenciou as obras dos dois gênios.

 

Batman é pai, não é padrasto

Há ainda outro signo muito forte na personalidade deste homem que assombra os becos de Gotham City (ou será São Paulo, New York, Tokio?): o signo de Capricórnio.

Associa-se à Capricórnio a cara séria, sem sorriso, da máscara que Batman usa. Capricórnio é o signo da sisudez, da velhice, da estrutura e da responsabilidade com o peso de mil solidões. E a solidão de Bruce Wayne é conhecida nos quatro cantos do mundo. Batman não pode sorrir porque, se sorrir, vai amolecer a sua rígida musculatura facial e com isso acabará chorando e tendo que lidar com a dor da perda de seus pais [5]. Acaba perdendo também a chance de reconhecer a força de sua fragilidade.

Capricórnio, com o seu gosto por desertos, protege Wayne/Batman de envolver-se com sentimentos mais profundos, o que, para muitos Escorpião-Capricórnio, é apavorante. Que pena, porque, se não fosse assim, talvez Batman pudesse um dia amar a Mulher-Gato.

O Bode Velho também é o significador da disciplina e perseverança. Veja o que Mark Hamill, o Luck Skywalker de Star Wars, diz sobre Batman.

 

“Ele (Batman) não era um estranho visitante de outro planeta, mas um verdadeiro super-homem. Era um ser mortal, representava um ideal humano, através de trabalho duro, disciplina, dedicação e perseverança, elevou tanto sua mente, corpo e espírito, que acabou se distingüindo de todos nós” [6].

 

Batman dedicou-se ao aprendizado de inúmeras artes marciais. Se houvesse nascido no Japão antigo, seria um Ronin, nome dado a um samurai sem mestre. Outras evidências capricornianas são essa perseverança incansável que o faz trabalhar duro, noites adentro, em decomposição de fórmulas químicas, ou à procura, no seu arquivo de jornais, de notícias que reconstituam a origem de seus arqui-inimigos. E por último, a disciplina capricorniana, que faz do Batman também um pai-disciplinador. O ariano Robin não tem cara de filho rebelde?

 

 [5] Wilhem Reich criou a idéia, em psicologia, de Couraça Muscular do Caráter. Defende a tese de que o corpo guarda a história de vida em sua musculatura. Um rosto “frio, duro, tenso” seria de alguém que teve que congelar o impacto de uma emoção inconciliável com a consciência. Como se faz isso? Primeiro, deixando de respirar. Segundo, em conseqüência, não expressando a emoção. Com o tempo, isso custará a falta de espontaneidade da musculatura facial.

 

[6] Mark Hamill, o Luke Skywalker, de Star Wars, em As Dez Noites da Besta, Ed. Abril, março de 89, São Paulo, SP, p. 3.

 

Outros personagens e um parênteses

Quando se analisam os outros personagens que compõem o universo de Batman, podemos entendê-los como subpersonalidades do Homem-Morcego. Estou querendo dizer que, apesar de Bruce/Batman ser predominantemente Escorpião-Capricórnio, os outros personagens, tais como Coringa, Mulher-Gato, Robin, Hera Venenosa, Alfred e Robin, são reflexos de Batman. Quero dizer que Batman é o outro lado de cada um desses personagens e vice-versa. É também assim no mapa astrológico.

Sabemos que cada planeta no mapa natal é uma parte que compõe a pessoa. É certo que temos uma vida e meia para integrar na nossa consciência a qualidade de cada posição planetária. Porém, na maioria das vezes, escolhemos ser, por exemplo, o Sol e o Ascendente, e projetamos a Vênus na mulher amada, Marte no filho desejado, Júpiter no professor otimista. É isso que Batman faz. Ele se identifica com alguns signos e entra em contato com outras dimensões do seu ser através de seus arqui-inimigos ou parceiros. Por isso, quando analisamos personagens de ficção, é sempre relevante entendermos todos os outros personagens que compõem a história para uma melhor compreensão da psicologia do protagonista.

Então, vamos a eles:

 

Robin - o filho adotivo

Depois de um ano de lutas solitárias, Batman conhece Robin, em 1940.

 

Robin, o menino-prodígio, é o trapezista Dick Grayson. Filho dos Grayson Voadores, que tinham um circo e faziam shows de trapézio. Presenciou a morte de seus pais em pleno picadeiro, após sabotagem do equipamento de segurança. Bruce Wayne estava ali na noite do homicídio e por isso culpa-se por não ter podido evitar a tragédia. Depois disso, Dick Grayson torna-se Robin. Para vingar sua perda, associa-se a Batman no combate ao crime. Bruce/Batman faz o papel de pai de Dick, por ver naquele menino a sua origem. E Robin, por sua vez, o papel do filho que o milionário Bruce Wayne nunca terá.

Por causa da ousadia, juventude e coragem muitas vezes inconseqüente de Robin, podemos associá-lo ao signo de Áries, que é conhecido por sua impulsividade, rebeldia e espírito de competição. Em muitos enredos, o menino-prodígio entra em franca competição com Bruce. Quando não pelo amor de uma mulher venenosa ou por desrespeitar uma ordem de Batman. No final, o Morcego agradece, já que a rebeldia de Robin resulta na sua salvação bem na hora em que ele, o Homem-Morcego, viria a sucumbir nas mãos dos inimigos.

Robin, com seu signo solar em Áries, faz Batman ficar menos noturno e atormentado. Batman vê em seu filho adotivo a alegria que nunca alcançará. Através de Robin, Batman fica menos solitário e mais paternal. Aliás, essa relação faz com que Batman ganhe contornos de Libra. Afinal de contas, nada é mais libriano do que uma dupla dinâmica, uma parceria em prol da justiça. É importante dizer que essa parceria só acontece por pressão da indústria de quadrinhos, que queria atingir o público infanto-juvenil através da identificação com um personagem-mirim. Robin nasce um ano depois de Batman, humanizando sua irracionalidade. Em linguagem astrológica, “libriando” o temido signo de Escorpião.

 

Alfred, o mordomo

Alfred é do signo de Virgem, devido à sua genuína vontade de servir o patrão, Bruce. É ele quem prepara à comida, lava e passa a roupa, medica, cuida das contas e, na Batcaverna - espécie de bastidor escorpiano - dirige as ações de Batman. É conhecido ser do signo de Virgem essa vocação de dirigir ações nos bastidores, sem a necessidade de ser aplaudido ou subir no palco.

Alfred também é a crítica - outra forte característica do signo de Virgem. Ele sempre está lembrando a Bruce que é preciso relacionar-se com as pessoas, apoiando sempre seus romances, e também não deixando de alertá-lo sobre o perigo que há na noite. Ele faz isso de forma muito virginiana, isto é, com uma certa distância afetiva, com medida e seriedade. E dizendo, quando Bruce volta ferido, a típica frase virginiana:

- Eu o avisei, patrão. Eu lhe disse que era perigoso. Eu não falei?

 

As serpentes Melher-Gato e Hera Assassina (nota do blogueiro – claro que aqui temos um caso de descuido do autor, pois já se referiu à personagem com o nome brasileiro correto dela – Hera Venenosa. Hera Assassina, portanto, não existe)

 

 

Duas lindas vilãs, Mulher-Gato e Hera Assassina (Nota do blogueiro – já comentei. Leiam acima, caramba!), costumam levar Batman aos mais variados passeios no inferno. Ambas são Touro-Escorpião, graças à ênfase na beleza e nos jogos de sedução. Com toda certeza, Batman deve ter Vênus em Escorpião [7].

Hera Assassina (nota.. er… bão, já falei!) mata com seus beijos. Este é o lado manipulador-sedutor que há no signo de Escorpião. Não que todos os escorpianos sejam assim, porém é provável que tenham que lidar com a questão de amar sem possuir, seduzir sem controlar, entregar-se sem subjugar. Quem nunca se envolveu numa relação amorosa que mais destrói do que ama?

A Mulher-Gato também é Escorpião. Lembre-se que ela é uma assassina. Muito sedutora, ardilosa - aliás, muito parecida com o Homem-Morcego. Talvez por isso, ela o salve muitas vezes. E ele a poupe sempre. É difícil para ele resistir aos encantos da Mulher-Gato. Mas a ênfase no signo de Capricórnio faz com que ele resista e não se ajoelhe frente ao próprio desejo.

 

 [7] Vênus é a representação da Mulher Amante no mapa astral. Sua posição indica como gostamos de ser amados. Indica também parte do nosso núcleo emocional. Vênus junto com a Lua indica como sentimos o mundo. Na minha experiência com mapas natais, é comum ver gente com esta posição metida em relacionamentos pautados na sexualidade e na disputa pelo poder. Não raro encontrei mulheres vivendo relacionamentos rodeados de violência. Já nos homens, as mulheres são sentidas como castradoras, mas sexualmente irresistíveis. Desconfiança e muita inconsciência pulsa no coração da Vênus em Escorpião. Quando perguntado a esses clientes por que continuavam em relacionamentos tão destrutivos, diziam não saber. Ninguém sabe nada de Escorpião quando tenta saber com a lógica politicamente correta.

 

O sádico palhaço coringa

O Coringa no traço de Bob Kane, seu primeiro desenhista.

 

 

Outra coisa que faria bem à rigidez de Batman seria aprender a rir com o Coringa [8].

Coringa é um personagem Áries-Gêmeos-Leão. Áries pela acidez e pelo exaltado egocentrismo - não é por acaso que ele é o inimigo nº 1 de Batman. Não esqueça que Áries procura sempre ser o número 1, o pioneiro, o único. Regido pela agressividade do planeta Marte, o Deus da Guerra, Áries-Coringa exerce seu sadismo.

Coringa também é Gêmeos pela disposição lúdica: um palhaço que faz da piada sua arma mortal. Ele mata as pessoas com um gás hilariante que faz agonizar com um sorriso no rosto. A combinação destes dois princípios, Áries-Gêmeos, faz do Coringa um personagem que tem humor cáustico. Bem diferente de Batman, que não ri e não acha graça na luz. Aliás, poderíamos associar Coringa também a Leão, devido ao seu gosto por espetáculos, holofotes e entradas marcantes com roupas sempre chamativas.

Áries-Leão são signos expansivos por serem de Fogo. Bem diferente de Batman, com seu restritivo mundo de Capricórnio marcado pela solidão, ou o escuro Escorpião da Batcaverna repleto de objetos conspiratórios. Daria para dizer que o terapeuta ideal para o Homem-Morcego seria o Coringa, e vice-versa. Batman precisaria rir com as piadas do Coringa e o Coringa aprenderia a conter o seu instinto de aniquilar com a Lei que Capricórnio representa. Infelizmente, foi o Coringa quem matou o casal Wayne, matando também a capacidade de rir de Bruce. (nota do blogueiro – aqui temos o maior erro do autor do texto. Erro que devo atribuir ao maldito filme dirigido por Tim Burton e feito com Michael Keaton e Jack Nicholson em 1989, que cometeu essa atrocidade e atribuiu ao Coringa – Jack Napier, antes de se transformar quimicamente no Coringa – o assassínio dos Wayne. Na verdade os Wayne foram assassinados por Joe “Chill” Chilton, um ladrãozinho comum que os assaltou depois da sessão de cinema em que assistiram “Zorro” e que fascinou o pequeno garoto de 08 anos Bruce. Joe “Chill” queria o colar de pérolas que Martha Wayne havia ganhado de aniversário de casamento, o que fez com que Thomas Wayne tentasse uma luta corpo a corpo com o assaltante que o baleou. Matando Martha logo depois, e não matando Bruce por causa da aproximação da polícia em suas sirenes pouco discretas. O Coringa não é o responsável pelo surgimento do Batman.)

 [8] “Bill Finger me mostrou uma fotografia de Conrad Veidt no filme The Man Who Laughs (O Homem que ri!). Veidt, de fato, possuía um sorriso maligno e eu aprimorei o rosto do Coringa a partir daquela fotografia!”, declaração de Bob Kane para a revista Batman - Ano Um dirigida por Frank Miller e Mazzucchelli, lançada pela Editora Abril em 1987.

 

O indeciso Duas-Caras

 

O Duas-Caras é o Promotor Harvey Kent (nota do blogueiro – Harvey Dent, e não Kent. Outro deslize do texto). Após o assassinato de sua familía, Harvey tem ácido jogado em sua casa. (nota do blogueiro – essa eu não sei de onde o autor tirou, porque na verdade Harvey Dent era promotor público em Gotham City, atuando junto com o Batman em inúmeros casos policiais. Harvey era chamado “Apolo” ou “Bonitão” na tradução brasuca da antiga Ebal, por causa de sua enorme beleza física e grande elegância ao vestir e nos seus modos. Mas por causa de sua obsessão e quase mania de querer ser deus, Batman se afasta do promotor. Quando finalmente conseguiram prender e levar à julgamento o poderoso gângster Chefe Maroni, já não atuavam em conjunto, mas Batman acompanhava o julgamento. Chefe Maroni arremessa um vidro de ácido e atinge o rosto de Harvey Dent deformando metade de seu rosto e toda a sua sanidade. Por muito tempo Duas-Caras – como Harvey passou a se chamar depois do atentado – acreditou que Chefe Maroni na verdade quis atingir Batman com o ácido e por isso culpava o Cavaleiro das Trevas por sua deformidade. Uma antiga edição da Ebal mostra Harvey Dent saindo do Asilo Arkham para ajudar um detetive à prender Maroni, e toda sua história é contada, mostrando até o ponto em que surge a sua obsessão com a moeda riscada em uma das faces. Histórico!!) Com isso, acaba ficando com um lado do rosto desfigurado, revelando seu ódio, e o outro, sua sanidade. Logo de cara pensamos no signo de Gêmeos, devido a essa divisão de personalidade. Porém, há outro signo que parece mais próprio do Promotor - o signo de Libra.

O Duas-Caras é um personagem que, ao decidir se vai matar ou não, tira cara ou coroa com uma moeda. Há, neste personagem, uma dúvida tão cruel, uma divisão tão fundamental, que podemos pensar no signo de Libra. É do signo de Libra essa guerra interna que o faz ficar entre duas opções igualmente importantes, sentido-se obrigado a escolher. No caso, Harvey precisa do auxílio da moeda, já que ele não consegue optar sozinho. E quantas vezes os nativos de Libra não pedem a opinião do parceiro ou de amigos para decidir alguma coisa? E mais, advogado-promotor é profissão de Libra, o signo da Justiça. (nota comentante do blogueiro – em “Asilo Arkham”, uma das obras definitivas de Batman, Harvey Dent aparece num momento brilhante da obra. A psicóloga – sempre essa raça! – toda orgulhosa mostra que “curou” Harvey da obsessão pela moeda, e que agora ele usa um baralho para optar. Batman surta e quase bate na mulher, mostrando que antes Harvey tinha a moeda, e com isso duas opções sempre. Agora ele tem mais de trinta opções, e isso antes de ajudar acabou por afundá-lo na inanição de não poder escolher, devido à tantas possibilidades que sua mente frágil não consegue agregar. Mostra então que sequer escolher se pode ir ao banheiro ele pode escolher agora, olhando para um Harvey urinado no chão do asilo. Loki!)

Este é o personagem de que, seguramente, Batman tem mais compaixão (acredite, compaixão também é uma característica de Escorpião). Até porque Harvey Kent (DENT!! DENT, maldito!!!) era seu amigo e, principalmente, por compreender que Duas-Caras não tem realmente a possibilidade de fazer a escolha entre sua saúde ou sua insanidade, dado o trauma de ter visto sua família ser assassinada (nota do blogueiro – Mentira!! Nem a família foi assassinada, nem Batman tem tanta compaixão assim por ele. Harvey é doido, mas tem consciência dos atos que comete, a psicopatia não é ausência de senso de certo ou errado, mas é sim o fato de se ignorar as conseqüências dessa dicotomia e dualidade. Ele sabe que faz coisas erradas, só não dá a mínima para isso. E o Batman sabe disso.). E disso o Batman entende.

 

Bob Kane rima com Bruce Wayne

E por fim: Você sabe qual é o signo de Bob Kane, criador do Homem-Morcego? Escorpião, é claro! Que coincidência, não?!

Com certeza, quando alguém cria um personagem, muito possivelmente está projetando conteúdos do seu próprio psiquismo durante a criação. A criatura e o criador se assemelham.

Não disse antes, mas Touro é um signo forte na personalidade de Batman. Faz com que ele preserve a vida, apesar da vontade escorpiana de varrer o que é “sujo” de Gotham. Até o fato de Bruce ser um elegante milionário nos remete ao signo de Touro - signo amante da elegância e do dinheiro. Querer manter a ordem em Gotham também nos lembra dos valores de disciplina, organização e conservadorismo comum aos signos de Terra. Note: Bob Kane tem Júpiter em Touro.

 

A primeira aparição de Batman - o diabo

“Em Gotham, a noite tem seu rosto. Chame o diabo, em voz alta ou em silêncio, e ele responderá. E o nome do diabo é… Batman” [10].

 

Pouco antes do início da Segunda Grande Guerra, com a Besta constelando em torno da figura de Hitler, Batman nasce em 18 de maio de 1939.

O taurino Hitler mostrou um jeito de lidar com a Besta que reside dentro de cada um de nós. Batman foi outra maneira de lidar com as mesmas questões. Pena que a indústria cultural americana tratou de colorir tão depressa este personagem.

Batman, na sua origem, e Hitler são personagens plutonianos. Ambos lidam com aquilo que Fausto Fawcett chamou de básico instinto.

 

“Forças caóticas mandam sinais em forma de Básicos Instintos que transformam as pessoas em vetores de afirmação vital totalmente obsessiva e amoral. (…) E a veia platônica pulsa desesperada enquanto as forças caóticas da violência primordial são cutucadas com vara curta pelo excesso de poluição humana nas megacidades… (…) Megacidade, principalmente de terceiro mundo, é uma inacabada e furiosa catedral do excesso humano, violentos coliseus urbanos da luta pela sobrevivência. Brutalidade de todas as presenças, de todas as formas de vida social e subjetiva dando xeque-mate umas nas outras, gerando divisão e dribles de realização emocional, e catártica na mediocridade cotidiana. Luta pela sobrevivência e pela ração de emoção, comida, divertimento, ternura-família-amorzinho-cumplicidade-afetiva… Terreno propício pra proliferação dos sentimentos plutônicos, pra veia plutônica pulsar firme e forte nos espíritos e nas carnes. A veia plutônica pulsa mais forte que a platônica.”

 

Gotham City é uma megacidade do Terceiro Mundo. O mundo, naquela época, estava pronto para explicitar essa veia plutônica pulsante em todos os seres humanos no palco da Segunda Grande Guerra. Dobermans nazistas babando fúria lembram básicos instintos.

 

 [10] Em Um Conto de Batman: Criminosos. Lançado pela Editora Abril Jovem, São Paulo, SP, p. 28. Escrita por Steven Grant e desenhada por Mike Zcek.

 

Este é Bob Kane, que tinha 22 anos quando criou o Batman.

 

Curto-circuito no céu

Os enredos e os personagens de Gotham revelam uma certa ambiguidade no mundo de Batman que se associa ao eixo Gêmeos-Sagitário. Esses são os dois signos que lidam fortemente com dissociação de personalidade (espécie de curto-cir