Why so serious? (II part)

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Why so serious, Jack??

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Avatar em Brasília??

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Acho que conheço esses dois de algum lugar…

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Feriado “Dia da Consciência Negra” - notice something wrong?

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Conto de fadas para mulheres do séc. 21

conto-de-fadasConto de fadas para mulheres do séc. 21

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Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

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Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

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E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:

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-Nem  fo…den…do!

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FIM!!!

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Eu, eu, eu, o morcego se…

eu-eu-eu-o-morcego-se

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Tattoo Rock Fest

Não, eu não sei o que aconteceu. O post que falava do V Tattoo na noite de sexta-feira desapareceu e eu não tenho a menor idéia do que aconteceu. Reforço meus agradecimentos à Adrielly e ao Pedro Reator pela colaboração, e vou ver se consigo resgatar o texto.
Peço desculpas a quem vem até aqui.

Há braços!

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
eduardoinimigo@gmail.com

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Uma excelente idéia. Repasse.

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André Alemão solta o verbo. E a chama aumenta.

andraReativando o blog, voltando a escrever sobre o rock e seus desdobramentos. Pros amigos que cobraram nestes meses alguma novidade de nossa parte, aqui vai um texto sobre uma discussão muito massa que rolou no espaço virtual, sobre a viabilidade de ganhar a vida dentro do rock. E o que é mais interessante, pelo menos para o blog, é que neste texto estará implícito o motivo de um hiato tão generoso de publicações neste espaço.

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Viver de rock… quem não quer? Música, estrada, romantismo (na acepção do termo), aventura, enfim. Pense em todos os clichês que podem ser descritos aqui. Mesmo sabendo que nem tudo são flores. Ciente de que para 99% dos artistas do rock, a coisa é ralação de pedreiro, mesmo assim, eu gostaria de viver de rock. Tocando? Quem sabe, pois não tenho técnica para isso. Quem sabe aprimorando meu texto e vivendo de escrever sobre rock? Vislumbro o que seria: shows sucessivos, sempre nos rolês, trocando idéias com todo tipo de maluco, e realizando um sonho de quando eu era espinhento, magrelo e punheteiro. Mas o melhor: sendo já adulto e pagando minhas (muitas) contas com o trampo dos sonhos. Nada mal.
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Alguns amigos me disseram que seria possível: elogiaram meus textos abaixo publicados, me disseram que poderiam estar em sites por aí, enfim, fizeram o papel que se espera de um amigo. O problema é que gente que não é tão chegada assim também fez o mesmo – elogiou o que estava aqui neste blog e a idéia em si. A coisa degringolou mesmo quando gente que eu nunca tinha visto na vida me parou no Cererê e me perguntou: “é você que escreve o Rango Rock? Mó massa o texto e tals…”. Pirei.
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Mas aí eu olho para minha vida: carreira na educação, que eu também amo, já consolidada, rendimentos que pagam minhas contas, embora no mesmo improviso de uma vida de roqueiro, em suma, estabilidade dentro da normalidade. Começar do zero outra vez já com família constituída é algo que um cara cauteloso como eu jamais faria.
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Eu li um texto do Foca no site do Eduardo Inimigo, relacionando a atitude e a obtenção de resultados, para se firmar como operário do rock. Viver de produção independente de cultura no Brasil. Excelente concatenação de idéias, colocando de forma bem simples uma verdade: sem objetivo traçado, necas de resultado. No pain, no gain. Vou tentar amarrar meu devaneio inicial com a idéia que mais se debateu no mundo virtual nos últimos dias, mas sob um outro prisma.
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Muita gente não aposta em cultura independente, no rock em específico, porque não parece algo sólido. Não é uma justificativa da minha parte, e não me refiro a estas humildes linhas que rascunho por aqui neste endereço. Me refiro aos milhares de produtores e músicos amadores Brasil afora. Pensando mesmo pelo lado do empreendedorismo, saltar para uma carreira no rock, investindo tempo de média duração para um negócio (5 anos) e grana considerável, é algo assustador. Pensar nos vários “e se…”, abandonar o chão firme e transpor as energias para o “mui duvidoso” não é um convite sedutor. Quantas bandas boas, raladoras, que correm atrás, e que nós conhecemos, que não deram em nada? Quantos produtores, só aqui em Goiânia, que conseguiram somente dívidas, para serem pagas com o “trampo oficial”, preço de sua aventura no rock?
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Medroso, cuzão, conservador, você deve ter pensado aí do outro lado do monitor. Mas não posso deixar de considerar que este fator – a enorme possibilidade de fracasso em investir em rock – seja um dos preponderantes para desanimar muita gente de talento. O sol nunca brilhou para todos, e a seletividade nem sempre escolhe o que há de melhor no cenário cultural. Enfim, as variantes são múltiplas, e aqui eu abordo somente uma delas, o que vai dar jeito de “estudo de caso” pro texto. Mesmo assim, colar no rock e querer viver dele é um sonho pra muito moleque por aí. O problema é a coragem de investir bons anos da vida num troço que até o mundo mineral (adoro quando o Carta escreve isso, he he he…) sabe que não dá retorno. A mudança cultural no Brasil (o que a história chama de mentalidade, neste caso) para promover o rock a um patamar de negócio, como acontece na Europa ou nos Estêites, caminha a passos de preguiça amazônica. Na Seattle do cerrado (desculpe a forçação de barra, mas não resisti ao chiste) este discurso de que a coisa vai dar certo, só falta trabalhar, existe há uma década. E na modesta opinião do grão de areia que digita de cá, muito pouco aconteceu depois de tanto trabalho. Há quem negue a ralação do pessoal da Monstro, Fósforo, Two Beers e outras? Há doido que não reconheça o brilho de um Ressonância, de um Spiritual, de um HC-137, e outras? E mesmo com o “mãos à obra”, patinaram na questão cultural de aceitação do rock como produto alternativo de cultura. Ou seja, se não está na porra da MTV, não decola.
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Eu entendo quem não põe pra foder, e admiro a coragem de quem rasga matagais nunca dantes rasgados por botinas goianas. Eu infelizmente sou cético. Não compartilho do entusiasmo do Inimigo, ou do rapaz dono do belo texto que li. O mundo do emprego chato, da rotina, do salário mensal, ainda é mais sedutor. Não pense você que eu gosto de admitir isto. Mas conclamar a molecada pra empreender no rock, e dizer pra eles que mesmo com um excelente trampo, mesmo com investimento, mesmo com profissionalismo, a coisa ainda pode dar errado, e na maioria das vezes, DÁ, não é nada estimulante.
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Desculpe minha amargura, caro e esporádico leitor. São meus punhadinhos de anos no rock que me disseram isso que escrevi. Quantos projetos sensacionais eu vi morrerem aqui em Goiânia por simples falta de mercado pra eles… Nem vale a pena lembrar. Quero estar vivo quando a mentalidade brasileira mudar, e melhor ainda, o provincialismo goiano acabar. Vide caso do pessoal do 5ª Ativa, que não comento pra não me exceder em palavras digitadas e mal usadas. Os porcos por aqui já devem estar mui soberbos de tanta pérola que o cenário rock atira pra eles. Quanto à centúria que aprecia o produto, que permanece fiel à cultura urbana e barulhenta, resta torcer pra que a coisa vire mais rápido do que na última década.
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André “Alemão” Erl (é o sujeito da foto com a Heineken nas mãos. Bom gosto do sujeito.)

 

 

Tá dado o recado. O meu vem depois.

há braços!

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

eduardoinimigo@gmail.com

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